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Cama Compartilhado (Parte 1)

Cama Compartilhado (Parte 1)

Cama Compartilhada (Parte 1)

Aqui em casa somos adeptos da “cama compartilhada”, mas nem sempre foi assim!
Quando estava grávida, compramos um super berço – daquele que vira um monte de coisa e a criança usa até os 10 anos, sabe?! – e fizemos o quartinho, que nem a maioria das pessoas, já que acreditávamos que nossa filha tinha que dormir no quarto dela.

Quando ela nasceu, ficou o primeiro mês em nosso quarto, dormindo no carrinho, para facilitar a amamentação que era de três em três horas mais ou menos. Mas por conta de um refluxo que ela teve, acabou indo para o berço, no quartinho dela, que tinha aquela inclinação que grande parte dos pais conhece. E lá, no cantinho dela, ela ficou, até uns 10 meses, quando mudamos de apartamento.

Após a mudança e já no novo apartamento, notamos que ela estranhou demais o novo quarto e não queria, DE JEITO NENHUM, dormir no berço: era colocar lá e ela acordava chorando desesperada, parecia que tinha visto um monstro, sei lá. Nessa época, estávamos num inverno bem frio e ela acabou adoecendo e para evitarmos de ficar levantando para cuidar dela decidimos colocá-la para dormir com a gente, mas com dois medos: ela se acostumar e não querer mais dormir no próprio quarto e machucá-la de alguma forma, pois ela era pequenininha ainda.

Durante esse período, começamos a nos ver como pais que se utilizavam dos princípios da educação com afeto ou criação com apego que apoia bastante a cama e/ou quarto compartilhado.

Começamos a ler mais sobre o assunto e descobrimos várias pesquisas que mostram que crianças que dormem em cama/quarto compartilhado tendem a ser MENOS medrosas e MAIS independentes do que aquelas que dormem sozinhas. Sem contar que, a hora de dormir à noite é um dos momentos mais estressantes para um bebê, a escuridão e o silêncio da casa podem ser bem assustadores para quem estava acostumado com o aconchego e sons do útero.

Podemos dizer que ser deixado sozinho aumenta a liberação de hormônios do estresse (adrenalina e cortisol), a liberação desses hormônios no organismo do bebê é responsável pelo aumento da pressão arterial, aumento da liberação de açúcar no sangue (responsável pela energia muscular) e pausa as funções anabólicas (de crescimento e cura/regeneração) do organismo, resumindo, são os hormônios responsáveis pela nossa reação a alguma ameaça, prepara nosso corpo para uma reação rápida de fuga, nos deixando super alertas.

Em contra-partida o contato entre mãe e bebê, a qualquer momento, reduz o estresse do pequeno através da liberação de ocitocina, um hormônio que é conhecido por promover contato, empatia, prazer, confiança e apego (também conhecido como hormônio do “amor”), especialmente quando há contato pele a pele. Assim, podemos dizer que dormir com a criança aumenta os níveis de ocitocia (confiança, apego, prazer, bem estar) e diminui os níveis de cortisol e adrenalina (estresse), deixando a criança mais calma e confiante.

Por algum motivo as pessoas tendem a tratar os bebês como se fossem adultos, e exigem deles uma independência que obviamente eles não tem – pois são bebês – e criou-se um mito que eles devem dormir sozinhos desde o primeiro dia de nascidos, e isso seria uma forma de fazer com que se tornem independentes.

Mas essa independência, felizmente e independente de seu filho ou filha dormir algumas ou muitas vezes com vocês na cama, vem com o tempo, e é ai que as crianças que dormiram com os pais (ou continuam dormindo) e receberam toneladas de carinho e contato corporal se mostram as mais destemidas, enquanto as que foram deixadas sozinhas para serem “independentes” tendem a ser mais tímidas, ansiosas e amedrontadas.

Claro que dormir na mesma cama que um bebê exige algumas medidas de segurança, que falaremos em outra oportunidade, e por ter medo de machucar a criança os pais acabam não dormindo muito bem, mas ainda assim, dormimos melhor do que se tivéssemos que levantar cada vez que a criança chora ou precisa de nós.

E não entendam aqui que a criança deve dormir com vocês, na cama de vocês, sempre ou para sempre! Claro que não! O objetivo é evitar estresses e traumas desnecessários e auxiliar no amadurecimento emocional do bebê, sempre lembrando que seu ou sua filha é uma mini pessoinha que ainda não possui essa independência toda o que é extremamente NORMAL!

No próximo post falaremos um pouco mais sobre este assunto e contaremos como as coisas estão hoje, um ano após esta época aí…

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