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Quarto/Cama Compartilhada (Parte 2)

Quarto/Cama Compartilhada (Parte 2)

Cama/Quarto Compartilhado (Parte 2)

No primeiro post dobre quarto/cama compartilhada que fizemos, falamos de como decidimos fazer cama e/ou quarto compartilhado quando nossa filha tinha 10 meses.

Hoje, vou contar para vocês como as coisas estão agora, que ela está com 2 aninhos.

Do mesmo jeito que fazer a cama compartilhada foi meio por acidente, ela ir para a cama dela também aconteceu por acaso.

Ela tinha um quarto de brincar onde colocamos um colchão com a intenção dela ficar mais à vontade, tirar cochilos e quem sabe dormir por lá de vez. E não é que ela gostou da ideia e com 1 ano e meio, mais ou menos, pediu para dormir na “cama dela”?!?!?!

Ela escolheu dormir no colchão do quarto de brincar, que hoje virou o quarto dela. Foi tudo fácil e simples, sem choro, a coisa aconteceu naturalmente; ela se sentiu confiante para simplesmente dormir no quarto dela. 

Quando percebemos que seria definitivo, trocamos o colchão por uma caminha Montessori (conheça mais aqui ) e mantemos esse colchão de solteiro inicial no quarto, onde deitamos ao lado dela para fazê-la dormir, e às vezes, quando ela está com o sono agitado, um de nós dois acaba dormindo com ela. 

Agora no inverno, que faz muito frio, colocamos a cama dela no nosso quarto, para ficar mais quentinho e ninguém precisar levantar no frio em caso de choro.
Mas, às vezes ela pede para dormir na nossa cama, ou em noites mais agitadas ela só se acalma quando dorme entre o papai e a mamãe… e isso é NORMAL, acreditem.

Crianças precisam de contato físico, elas tem necessidade de aconchego. O choro da criança é uma resposta básica e fisiológica, principalmente se ela ainda não tem o domínio da fala, o choro é a forma que ela tem de se comunicar com que está cuidando dela, é como o bebê consegue expressar as suas necessidades.

Nós não nascemos com o nosso cérebro todo desenvolvido, nascemos com a parte responsável pelo instinto pronta, mas a parte responsável por nos tornar seres racionais, capazes de compreender determinadas coisas vai se desenvolvendo a medida que vamos crescendo. Não podemos exigir que uma criança compreenda que ela está segura sozinha no quarto escuro e silencioso dela ou que ela consiga controlar a fome que ela sente de madrugada e aguarde o amanhecer para pedir o mamá porque comer de madrugada pode dar cárie.

O cérebro dela não tem as estruturas necessárias para fazer esse tipo de raciocínio, se ela sente fome ela vai instintivamente fazer algo para solucionar aquele desconforto, assim como se ela se sente em perigo, sozinha em um ambiente escuro ela vai solicitar a presença dos pais, que são as figuras referência de segurança para ela.

Temos que entender que, quando a criança ou o bebê chora, é porque tem tem alguma necessidade física ou emocional, e não porque ele está tentando manipular. E dar colo, carinho, atenção, aconchego, atender as necessidades emocionais da criança, não é mimar mas sim, ajudar o seu filho a construir um controle emocional, ensina-lo a identificar as emoções e controla-las.

Sempre vamos compartilhar nossa cama e nosso quarto quando julgarmos que ela precisa. É nossa função, como pais, mostrar aos nossos filhos que o mundo é um lugar seguro e amigável. Sem contar que compartilhando a cama e o quarto estamos vivenciando momentos incríveis, quando brincamos de cabaninha na nossa cama, ou vemos ela andando em volta da nossa cama “falando” com o personagem favorito ao celular, quando acordamos com ela nos dando beijos e fazendo carinho ou simplesmente quando acordamos no meio da madrugada e ficamos observando aquele anjinho dormindo… São momentos únicos e deliciosos que ficaram registrados na memória de todos nós! 

E queremos deixar claro que NÃO estamos aqui para dizer o que é CERTO OU ERRADO, mas para compartilhar as NOSSAS experiências e dizer o que funcionou ou não para NÓS.

Cada família tem uma realidade diferente e é preciso analisar o que funciona para cada um, se sua cama é pequena e fica muito desconfortável dividir, pense na possibilidade de colocar um colchão ao lado da sua cama ou, em algumas situações mais complicadinhas, o papai vai dormir na sala e a mamãe fica com o filho na cama (isso já aconteceu duas ou três vezes aqui e todo mundo se sentiu bem).

Ou colocar um colchão ao lado da cama da criança para que os pais possam revezar as noites lá, dormindo com o filhote ou a filhota quando acharem necessário, e tem criança que vai dormir super bem sozinha no cantinho dela bem tranquila… Enfim, cada família tem uma dinâmica diferente e o ponto é encontrar o que fica melhor para todos.

Estamos compartilhando com vocês as NOSSAS EXPERIÊNCIAS e os nossos ESTUDOS sobre o assunto, tudo que falamos aqui é pautado no nosso dia-a-dia como pais de primeira viagem e nos artigos e livros que lemos e/ou consultas com a psicóloga que nos acompanha nessa jornada, que é educar um ser humano.

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