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Introdução Alimentar: Quando começar

Introdução Alimentar: Quando começar

O momento da introdução alimentar é um marco muito importante no desenvolvimento do bebê. E não é incomum que a mamãe de primeira viagem fique cheia de dúvidas e ansiedade em como fazer essa introdução da melhor maneira possível.

Eu sei bem como essa etapa pode ser complicada. Hoje, minha filha já está com 2 anos, mas desde que ela nasceu o ganho de peso e desenvolvimento dela foi uma preocupação para nós.

Ela nasceu de 36 semanas e tivemos muita dificuldade na amamentação (isso eu conto melhor em outro dia) a ponto de eu ficar traumatizada em relação a alimentação e ganho de peso dela, o que transformou a introdução alimentar num momento de muita ansiedade para mim.

É comum você se questionar:

– Quando devo iniciar a introdução alimentar?

– Quais alimentos posso oferecer?

– Como devo oferecer os alimentos: misturados, batidos, amassados, separados, inteiros ou cortadinhos?

– E se o bebê não aceitar nada?

– Será que o bebê está comendo o suficiente?

– Os alimentos que estou oferecendo são saudáveis e tem o valor nutricional adequado?

Além de muitas outras perguntas. E nem sempre o pediatra consegue esclarecer todas as nossas dúvidas ou nos ajudar como precisamos (alguns acabam até fazendo recomendações não tão interessantes, do ponto de vista alimentar, infelizmente).

Como sou formada em Ed. Física, tenho uma boa noção do que é uma alimentação saudável. Então desde a gravidez, fiz muitas pesquisas sobre o assunto e vou compartilhar com vocês!

Quando começar

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o leite materno é completo e atende perfeitamente às necessidades nutricionais e emocionais do bebê. O leite materno contém substâncias com atividades protetoras e imunomoduladoras, proporcionando proteção contra infecções e alergias além de estimular o desenvolvimento do sistema imunológico e a maturação do sistema digestório e neurológico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS) recomendam o aleitamento materno exclusivo, sem água, chás ou sucos, até os 6 meses de idade.

A introdução alimentar entra como complemento ao aleitamento a partir dos 6 meses de vida, já que nessa fase a criança começa a sentar sem apoio, já consegue pegar os alimentos e levá-los à boca, passa de uma mão a outra, além de ter a mastigação e deglutição mais coordenada.

Apesar do início da introdução alimentar, é recomendado que o aleitamento materno seja estimulado até 2 anos de idade ou mais, de acordo com a vontade da mãe e da criança e desde que essa continuidade seja nutritiva, ou seja, junto da alimentação sólida, proporcione a absorção dos nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável da criança.

Importância da escolha dos alimentos

Estudos comprovam relação entre as más práticas de alimentação no primeiro ano de vida e o desenvolvimento futuro de obesidade e outras doenças relacionadas.

Então é muito importante estar atento a qualidade da alimentação que é oferecida aos bebês e crianças.

Evite ao máximo alimentos industrializados, enlatados, ultraprocessados, embutidos, fritos, pois esse tipo de alimento contém muito sal, açúcar, conservantes entre outros químicos que são extremamente prejudiciais a saúde.

Dê preferência a alimentos frescos e orgânicos (principalmente os que não se pode tirar a casca, pois ela absorve grande parte dos agrotóxicos, no caso de alimentos não orgânicos). Se não for orgânico, tire a casca e ofereça da mesma forma.

Procure oferecer os alimentos in natura, sem adição de sal ou açúcar, para que a criança conheça o sabor real dos alimentos e aprenda a gostar deles assim.

A SBP recomenda que não se ofereça nenhum tipo de suco (caixinha ou natural) para crianças menores de 1 ano, após essa idade, oferecer apenas suco natural em pequena quantidade e esporadicamente.

Os sucos, mesmo os naturais, possuem grande quantidade de açúcar e nada de fibra, o que faz aumentar o índice glicêmico, podendo contribuir para problemas de diabetes no futuro e criando um hábito indesejado.

Quando se come a fruta, além de se diminuir a ingesta de açúcar, consome-se a fibra junto, sendo o mais saudável, sempre. Quantas laranjas você consegue comer (com bagaço e tudo) e quantas você consegue tomar em forma de suco? Pense nisso.

Não é recomendado usar farinhas e/ou engrossantes no leite ou em forma de mingau, pois eles contêm muito açúcar, além de conservantes. Uma alternativa a isso é a aveia. Fazer um mingau com aveia, o leite que o bebê toma e uma fruta para adoçar ou misturar um pouco de farelo de aveia na mamadeira. Pouquinho, tá?! Fibra demais acaba diminuindo o apetite de nossos pequenos.

Métodos de introdução alimentar

  1. Tradicional:quando o adulto participa de maneira ativa no processo, sendo os pais responsáveis por colocar o alimento na boca do bebê e incentivá-lo a comer. Esse método não proporciona autonomia ao bebê. Num primeiro momento o alimento é oferecido amassado e com colher, com evolução gradual das papinhas.
  2. Alimentação responsiva:muito parecida com a tradicional. A diferença é o papel do adulto, que aqui é de facilitador, encorajando a criança, mas sem forçar. Aqui o bebê tem uma participação mais ativa.
  3. BLW –Baby Led-Weaning (desmame guiado pelo bebê): aqui o bebê é ativo no processo. Os alimentos são oferecidos de maneira que o bebê possa pegar com as mãos e levar até a boca. Cenouras cortadas em palito e ramos de brócolis cozidos são bons exemplos. Dessa forma, eles comem até que se sintam satisfeitos (os pais não devem insistir). Sugere-se oferecer os alimentos separados e em pedaços para que a criança possa escolher e conhecer as texturas e sabores de cada um. O papel do adulto é somente de oferecer alimentos saudáveis e supervisionar.
  4. Alimentação participativa:é uma mistura da alimentação responsiva e BLW. Onde o bebê fica mais à vontade para comer com as mãos e fazer suas escolhas, mas o adulto interfere quando julga necessário, encorajando e facilitando o processo.

Como mãe traumatizada quanto ao ganho de peso de minha filha, optei pelo método tradicional no início, já que temia que ela engasgasse, principalmente nas vezes que tentei o BLW.

Com o tempo fomos flutuando entre os métodos, e hoje, com 2 anos, ela come a alimentação normal da família.

Vai de cada família escolher qual o melhor método. E sempre que possível procurar a orientação de um nutricionista materno-infantil.

Nesse outro post te mostro um guia prático para a introdução alimentar.

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