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Parto Normal: Um Relato Incrível [Uma Loucura]

Parto Normal: Um Relato Incrível [Uma Loucura]

Parto normal ou quase normal, um relato incrível! Porque foi uma loucura!

Em outro post, falei de como foi pra mim, fazer a escolha de deixar as coisas acontecerem. Fazer o que fosse melhor no momento do parto, apesar de preferir o parto normal.

Hoje vou contar como tudo aconteceu. Como foi o dia antes do parto, até o momento que segurei minha linda garotinha nos braços.

Parto Normal: Relato Incrível

Bom, eu e meu marido brincamos que somos “Toddynhos”, porque nossa vida é cheia de aventuras. E claro que o nascimento da nossa “Toddynha” não seria diferente.

A data prevista do parto era 22/07/2016, então marcamos o chá de fraldas para dia 26/06/2016. Claro que minhas energias estavam focadas em organizar o chá. Então me programei para começar a lavar as roupas do bebê e arrumar a mala para a maternidade depois, afinal, tinha um mês pela frente.

No dia anterior eu me agitei muito, fiquei super cansada. Já vinha sentindo muitas dores a algum tempo, nos quadris e pélvis, sempre que me levantava, saia toda descadeirada. E nesse dia foi pior!

A Bolsa Rompeu

Aí, umas 5h30 da manhã do dia 26, o dia do chá, eu acordei com um barulho de bexiga cheia de água estourando. E sentindo um líquido escapar entre minhas pernas. Achei que não estava conseguindo segurar o xixi, fui ao banheiro, fiz mais xixi, me troquei e voltei pra cama.

Assim que me deitei, senti mais “xixi” escapar. Achei bem estranho, tinha acabado de voltar do banheiro! Então me lembrei de uma dica que minha médica deu, uma vez que achei que estava perdendo tampão e líquido amniótico: “Coloque um absorvente e fique de olho, se ele encharcar rápido, tem algo errado! Vá para a maternidade!”

Pois bem, fiz isso e voltei pra cama. Só que continuei sentindo aquele líquido escapar e comecei a sentir cólica, tipo menstrual.

Acordei o marido e falei o que estava acontecendo. Ele, por já ter passado por um alarme falso e por faltar praticamente um mês pra DPP, falou que era pra eu voltar a dormir, que tinha me agitado muito no dia anterior e precisava só descansar.

Tentei voltar a dormir, mas algo me dizia que estava acontecendo alguma coisa. Enquanto pesquisava sobre meus “sintomas” na internet, as cólicas foram aumentando. Foi aí que falei pro marido que queria ir pra maternidade. Quando então comecei a sentir contrações no carro, nada muito forte e com intervalos grandes entre elas.

Na Maternidade

Ao chegar na maternidade, enquanto esperava para ser atendida, o liquido começou a escorrer. O absorvente não venceu, e tive que pedir uma toalha para tentar não molhar a recepção toda.

Ao ser atendida, a médica disse que a bolsa realmente tinha estourado e que eu estava com 2cm de dilatação e as contrações ainda estavam espaçadas. Perguntei quanto tempo levaria até o parto, ela disse que como era meu primeiro, normalmente demorava, algo em torno de 6h.

Eu comemorei e perguntei se poderia voltar para casa, pois era o dia do chá de fraldas e eu precisava organizar tudo. Ela riu e falou que eu ficaria internada.

E o Chá de Fraldas?

Eu olhei para o marido e perguntei: “E agora, o que a gente faz? Está tudo pronto, tem um monte de comida lá, já convidamos todo mundo! Não tem como eu ligar para cada um as 7H30 da manhã de um domingo pra cancelar! E eu não tenho roupa aqui, não trouxemos nada! E não tem roupinha limpa pra bebê!”

Já dá pra imaginar a loucura né! Decidimos que o chá iria acontecer sem mim. Mas, como a médica disse que iria demorar, convocamos uma força tarefa. Chamamos amigos e família para ajudar a finalizar os preparativos da festa e para lavar e secar as roupas do bebê.

Meu marido foi embora e eu fiquei no WhatsApp tentando ajudar de longe. As contrações foram ficando mais intensas e o intervalo diminuiu muito rápido. Foi aí que eu liguei pro marido: “Venha já pra cá, não vai dar tempo!”

Quando ele chegou eu já estava na tal “partolândia”, suava frio a cada contração, a vista escurecia, vinha um calorão, uma sensação que eu ia desmaiar, e aí aliviava, mas não por muito tempo, logo começava tudo de novo. Não me lembro muito bem do que aconteceu daí pra frente.

Só sei que como eu não estava gritando, ninguém da maternidade apareceu, até a hora que eu pedi pro marido: “Vai lá chamar alguém, está doendo muito!” A médica veio, olhou pra mim e disse que era assim mesmo, parto normal doía e iria doer mais, estava só no começo.

Mas perguntou se eu queria que fizer o toque, eu respondi que sim, e a surpresa: estava com dilatação máxima já. Ela saiu dizendo que iria preparar a sala para o parto.

parto normal

O Parto

Enquanto esperava eu comecei a sentir vontade de fazer força, era uma vontade incontrolável, eu não queria fazer, estava com medo, só estávamos nós dois ali. Foi aí que eu falei: “Chama alguém que vai nascer!”, virei de barriga para cima e comecei a fazer força.

Nessa hora vieram com uma cadeira de rodas, eu não conseguia ficar em pé! Chegando na sala de parto, me colocaram na posição, a médica disse que nem que eu quisesse, daria tempo para anestesia.

Me pediram para fazer força junto com a contração, eu fiz! Na segunda eu senti uma pressão muito grande na pélvis, um desconforto, só queria que ela saísse logo.

A médica disse que estava quase, era só mais um empurrão. E veio a contração, eu empurrei e o alívio chegou. Minha princesa nasceu, e toda a dor, pressão e desconforto acabou, como se nada tivesse acontecido.

E as 9h36 da manhã do dia 26/06/2016 pude segurar minha filha, linda e saudável, nos braços.

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Conclusão

Parto normal dói sim, não vou mentir, mas não é insuportável! Mas não tenha medo, você é mais forte do que imagina, e a maternidade ensina isso, e a primeira lição é o parto!

Espero que esse relato ajude a mostrar que o parto normal não é nenhum “bicho de 7 cabeças” e que seja inspirador e encorajador para quem estiver lendo!

Até a próxima!

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